Eles cobram do governo investimentos para reforma agrária.
Manifestação faz parte do Abril Vermelho, que lembra Carajás.
Os sem-terra chegaram ao Ministério do Desenvolvimento Agrário antes
das seis da manhã. Surpresos, os servidores que chegavam para trabalhar
foram impedidos de entrar no prédio.
Segundo a coordenação do movimento, 1500 pessoas de acampamentos de
vários estados participaram da manifestação. Parte do grupo ocupou os
andares do Ministério e o saguão principal.
Várias barracas também foram montadas do lado de fora do prédio. Um
integrante do MST subiu na marquise com a bandeira do movimento. A
polícia interditou a via que dá acesso ao Ministério.
A ocupação, de acordo com o MST, reforça o pedido de investimento na
desapropriação de terras para a reforma agrária, feito na semana passada
ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Os trabalhadores
rurais sem-terra também pedem estrutura nos assentamentos e a prisão dos
responsáveis pela chacina em Eldorado dos Carajás, há 16 anos.
O Ministro Pepe Vargas disse que não negocia com o MST enquanto o
prédio estiver ocupado. A Advocacia Geral da União já entrou na justiça
com pedido de reintegração de posse.
O movimento diz que apenas um grupo permanece dentro do Ministério. A
maioria dos manifestantes está em barracas no canteiro da Esplanada.
As manifestações pedindo mais agilidade na reforma agrária ocorrem em vários estados.
Cerca de mil trabalhadores rurais ligados ao MST invadiram a sede do governo do Ceará, em Fortaleza. Representantes do governo se reuniram com os manifestantes para receber a pauta de reivindicações.
No Maranhão,
houve protesto em frente às sedes do Incra e da Funai, em Imperatriz.
Os trabalhadores rurais também pedem melhorias no serviço de saúde
prestado aos sem-terra.
Em Sarandi, no Rio Grande do Sul,
200 agricultores acamparam na fazenda onde funciona o Laboratório
Nacional de Agricultura, que realiza testes da vacina contra a febre
aftosa. A justiça já determinou que a área seja desocupada.
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