uma notável testemunha falsa
Robert Faurisson*
Sumário
Elie Wiesel tem sido mostrado como uma das mais célebres testemunhas do alegado holocausto. No entanto, na sua suposta autobiografia Night, ele não faz nenhuma referência às câmaras de gás. Ele afirma, em vez disso, que presenciou judeus serem queimados vivos: uma história desmentida por todos os historiadores. Wiesel também avaliza as mais absurdas histórias de outras "testemunhas". Ele espalha fantásticas fábulas de dez mil pessoas por dia a serem mandadas para a morte em Buchenwald.
Quando Elie Wiesel e o seu pai, como prisioneiros de Auschwitz, puderam escolher entre continuar com os seus executores alemães que retiravam, ou ficarem para trás no campo à espera dos libertadores soviéticos, os dois decidiram seguir com os seus carrascos alemães.
É tempo, em nome da verdade e respeito pelo genuíno sofrimento das vítimas da Segunda Guerra Mundial, que esses historiadores regressem aos métodos de prova da crítica histórica, e que as "testemunhas" do holocausto sejam submetidas a rigorosos escrutínios, de preferência de inquestionável aceitação.
O diário parisiense Le Monde, na ocasião, enfatizou que Elie Wiesel foi galardoado com o Prêmio Nobel porquê, "Nestes últimos anos temos visto, em nome do chamado 'revisionismo histórico', o surgimento de, especialmente na França, inúmeras questões, sempre pondo em dúvida a existência das câmaras de gás nazistas e, talvez por detrás disso, do próprio genocídio dos judeus."1
Mas, e no que diz respeito a Elie Wiesel, uma testemunha das alegadas câmaras de gás? Com que direito ele se acha para que acreditemos naquela espécie de extermínio? Num livro autobiográfico que supostamente descreve as suas experiências em Auschwitz e Buchenwald, ele não menciona em parte alguma as câmaras de gás.2 Ele diz, realmente, que os alemães executaram judeus, mas… com fogo; atirando-os vivos para as chamas incandescentes, perante muitos olhos de deportados! Não mais que isso!
Aqui Wiesel, a falsa testemunha, tem pouca sorte. Forçado a escolher entre as muitas mentiras da propaganda de guerra Aliada, ele escolheu defender a mentira do fogo em vez das mentiras da água a ferver, gaseamento ou eletrocussão. Em 1956, quando publicou o seu testemunho em yddish, a mentira do fogo mantinha-se viva em alguns círculos. Esta mentira é a origem do termo holocausto. Atualmente, não existe um só historiador que acredite que os judeus eram queimados vivos. Os mitos da água a ferver e das eletrocussões também desapareceram. Apenas as do gás se mantêm.
A mentira dos gaseamentos foi espalhada pelos americanos.3 A mentira que os judeus eram mortos por água a ferver ou com vapor (especialmente em Treblinka) foi espalhada pelos poloneses.4 A mentira das eletrocussões foi espalhada pelos soviéticos.5
A mentira do fogo tem origem indeterminada. Tem um sentido bastante antigo como propaganda de guerra ou propaganda de ódio. Nas suas memórias, Night, que é uma versão inicial do seu testemunho em yddish, Wiesel relata que em Auschwitz existia uma fogueira para os adultos e outra para os bebês. Ele escreve:
Não muito longe de nós, chamas elevavam-se dum fosso, gigantescas chamas. Eles estavam a queimar algo. Um caminhão aproximou-se da vala e descarregou a sua carga — crianças pequenas. Bebês! Sim, eu vi — vi com os meus próprios olhos... Aquelas crianças nas chamas. É surpreendente que eu não tivesse conseguido dormir depois daquilo? Dormir era fugir dos meus olhos.6
Um pouco mais longe dali estava outra fogueira com chamas gigantescas onde as vítimas sofriam "uma lenta agonia nas chamas". A coluna de Wiesel foi conduzida pelos alemães a "três passos" da cova, depois a "dois passos":
A dois passos do fosso mandaram-nos virar à esquerda em direção aos galpões...
Como testemunha excepcional que é, Wiesel assegura-nos que encontrou outras testemunhas excepcionais. Olhando para Babi Yar, um local na Ucrânia onde os alemães executavam cidadãos soviéticos, além dos judeus, Wiesel escreve:
Mais tarde, aprendi com uma testemunha que, mês após mês, o chão nunca parava de tremer; e que de tempo em tempo, gêisers de sangue esguichavam de lá...7
Estas palavras não foram um erro do seu autor num momento de delírio:
primeiro, ele escreveu-as, depois numa série não especificada de vezes (mas pelo menos uma vez) teve que relê-las na verificação; finalmente, as suas palavras foram traduzidas em várias línguas, como tudo o que o seu autor escreve. O fato de Wiesel ter sobrevivido foi, evidentemente, o resultado de um milagre. Ele diz que "Em Buchenwald eles enviavam dez mil pessoas para a morte todos os dias. Eu estava sempre nas últimas centenas junto ao portão. Eles paravam antes... Por quê?..."8
Em 1954 uma pesquisadora francesa, Germaine Tillion, analisou a mentira gratuita no que diz respeito aos campos de concentração alemães9. Ela escreveu:
Aquelas pessoas [que mentiram gratuitamente] são, para dizer a verdade, muito mais numerosas do que geralmente podemos supor, e um assunto como aquele, um campo de concentração mundial – bem concebido para estimular a imaginação sado-masoquista – oferece-lhes um excepcional campo de ação. Nós conhecemos muitas pessoas com a mente afetada, metade impostora e metade louca, que exploraram uma imaginária deportação; nós conhecemos outros – deportados autênticos – cujas mentes doentes esforçaram-se ao máximo para ultrapassar as monstruosidades que eles viram, ou o que aquelas pessoas disseram que lhes aconteceu. Deve ter havido editores a imprimirem algumas dessas coisas imaginadas, e mais ou menos compilações oficiais para serem usadas, mas os editores e os compiladores são absolutamente indesculpáveis, pois a mais elementar pesquisa seria suficiente para revelar a impostura.
Tillion não teve a coragem de dar exemplos e nomes. Mas isso é normal. As pessoas concordam que existem câmaras de gás falsas que os turistas e peregrinos são encorajados a visitar, mas não nos dizem aonde. Elas concordam que existem falsas "testemunhas", mas geralmente só salientam o nome de Martin Gray, o bem conhecido impostor, que a pedido do qual Max Gallo, com todo o conhecimento do que estava a fazer, fabricou o best-seller For Those I Loved.
Jean-François Steiner é por vezes nomeado. O seu "êxito de vendas" Treblinka, 1966, foi apresentado como um trabalho cuidadoso em que todos os detalhes são garantidos por testemunhos orais e escritos. Na realidade, foi uma fabricação atribuída, pelo menos em parte, ao novelista Gilles Perrault.10 Marek Halter, pela sua parte, publicou a sua La Mémoire d'Abraham em 1983; como costuma fazer na rádio, ele falou lá das suas experiências no gueto de Varsóvia. No entanto, se acreditarmos no artigo de Nicolas Beau, que é bastante favorável a Halter11, o pequeno Marek, com cerca de três anos de idade, e a sua mãe saíram de Varsóvia não em 1941, mas sim em outubro de 1939, antes do estabelecimento do gueto naquele local pelos alemães. O livro de Halter pode ter sido realmente escrito pelo ghost-writer, Jean-Noël Gurgan.
Filip Müller é o autor de Eyewitness Auschwitz: Three Years in the Gas Chambers12, que ganhou em 1980 o prêmio da Liga Internacional contra o Racismo e Anti-semitismo (LICRA). Este nauseante best-seller é realmente o trabalho de um ghost-writer alemão, Helmut Freitag, que não hesitou em tomar parte do plágio.13 A origem de plágio é Auschwitz: A Doctor's Eyewitness Account, outro best-seller realizado sem pudores e atribuído a Miklos Nyiszli.14
Existe uma série de outros trabalhos apresentados como documentos autênticos, quando afinal não passam de meras compilações atribuídas a vários escritores fantasmas: Max Gallo, Gilles Perrault, Jean-Noël Gurgan (?), e Helmut Freitag, entre outros.
Nós gostaríamos de saber o que Germaine Tillion pensa atualmente sobre Elie Wiesel. Com ele certamente a mentira não é gratuita.
Wiesel afirma ser alguém cheio de amor pela humanidade mas, no entanto, ele não refere o seu estranho apelo e instigação ao ódio. Na sua opinião: "Todo o judeu, algures na sua existência, deve separar uma zona de ódio – ódio saudável, viril – para aquilo que os alemães personificam, e para o que ainda persiste do orgulho germânico na Alemanha. Fazer o contrário, é trair os mortos."15 No início de 1986, oitenta e três deputados do parlamento alemão tiveram a iniciativa de propor Wiesel para o Prêmio Nobel da Paz. Isso seria, diziam, "um grande encorajamento para aqueles que estão envolvidos diretamente no processo de reconciliação."16
Jimmy Carter precisou de um historiador para presidir à Comissão Presidencial do holocausto. Como disse muito bem o Dr. Arthur Butz, ele escolheu não um historiador, mas sim um "comediante": Elie Wiesel. Até o jornal Le Monde, no artigo mencionado abaixo, foi obrigado a referir-se à característica teatral que certas pessoas deploravam em Wiesel:
Naturalmente, mesmo entre aqueles que aprovam a luta deste escritor judeu americano, que foi descoberto pelo católico François Mauriac, alguns outros não lhe dão crédito por ter exagerada tendência para alterar a tristeza judaica em "morbidez" ou em arvorar-se em alto sacerdote de uma "gerência planejada do holocausto."
E como escreveu o escritor judeu Leon Jick:
A devastadora farpa, "Não existe negócio como o Shoah" é, diria, uma verdade evidente.17
Elie Wiesel anda assustado e faz apelos inflamados contra autores revisionistas. Ele sente que as coisas começam a ficar fora de controle. Começará a ficar mais difícil sustentar a crença de que os judeus foram exterminados, ou sujeitos a uma política de extermínio, especialmente nas chamadas câmaras de gás. Serge Klarsfeld admitiu que ainda não foram publicadas provas reais da existência das câmaras de gás. Ele prometeu provas.18
Apesar de ser um plano brilhante, o mito das câmaras de gás está terminado. Para dizer a verdade, esse mito deu o seu ultimo suspiro há alguns anos, no colóquio da Sorbonne, em Paris, de 29 de Junho a 2 de Julho de 1982, ao qual Raymond Aron e François Furet presidiram. O que é preciso é levar estas notícias ao grande público, e as fazer conhecer por todos.
Mas para Elie Wiesel é da mais alta importância abafar essas notícias com a agressiva atividade da mídia. Quanto mais os jornalistas falam, mais os historiadores se calam. Mas existem historiadores que se atrevem a levantar a voz contra as mentiras e contra o ódio. Esse é o caso de Michel de Boüard, membro da Resistência durante a guerra, deportado para Mauthausen, membro do Comitê da História da Segunda Guerra Mundial de 1945 a 1981, e membro do Instituto de França. Numa entrevista em 1986, corajosamente deu a conhecer que em 1954 ele garantiu a existência de uma câmara de gás em Mauthausen onde — confessou depois — jamais existiu alguma coisa assim.19
O fato de estarmos em dívida com o sofrimento de todas as vítimas da Segunda Guerra Mundial e em particular, com os que sofreram com as deportações, obrigam, pela parte dos historiadores, a um regresso às provas e a métodos honrados de crítica histórica.
NOTAS:
1 17 de Outubro de 1986. Primeira página.
2 Existe uma única alusão, extremamente vaga e fugaz, nas páginas 78-79: Wiesel, que parece muitas vezes ter conversas com Deus, diz-Lhe: "Mas estes homens aqui, os quais traíste, os quais Tu permitiste serem torturados, gaseados, queimados, o que é que eles fizeram? Eles rezaram perante Ti!" (Night, New York, Discus/Avon Books, 1969, p. 79).
No prefácio desse mesmo livro, François Mauriac mencionou "as câmaras de gás e o crematório" (p. 8). Quatro páginas crucias do "testemunho" de Elie Wiesel são reproduzidas em Pierre Guillaume, Droit et Histoire, La Vieille Taupe, 1986, pp. 147-150. Na edição alemã de Night (Die Nacht zu begraben, Elischa, Ullstein, 1962) por catorze vezes as palavras "crematório" ou "crematórios" são falsamente substituídas por "Gaskammer" ("câmara de gás").
Em Janeiro de 1945, antecipando-se à invasão russa, os alemães evacuaram Auschwitz. Elie Wiesel, um jovem adolescente naquela época, estava hospitalizado em Birkenau (no "campo de extermínio") depois de uma cirurgica a um pé infectado. O médico recomendou-lhe quinze dias de repouso, mas antes que o seu pé ficasse curado, a invasão russa tornou-se iminente. Os pacientes do hospital foram considerados inaptos para a longa viagem de volta à Alemanha, e Elie poderia ter ficado em Birkenau à espera dos russos, juntamente com seu pai que teve permissão para ficar com ele como paciente no hospital. Em vez disso, calmamente, pai e filho conversaram um com o outro, e então decidiram ir com os alemães. Ver Night, p. 93. Ver também D. Calder, The Sunday Sun, Toronto, Canada, 31/5/1987, p. 64.
3 Ver o Relatório Americano sobre Refugiados de Guerra, Campos de Extermínio Alemães: Auschwitz e Birkenau, Washington, DC, Novembro de 1944.
4 Ver documento de Nuremberg PS-3311 – USA-293. Publicado em IMT "série azul," Vol. 32, pp. 153-158.
5 Ver a reportagem no Pravda, 2 de Fevereiro de 1945, p. 4, e a reportagem UP de Washington DC Daily News, 2 de Fevereiro de 1945, p. 2.
6 Night, Avon/Discus. Ver esp. pp. 41, 42, 43, 44, 79, 93.
7 Paroles d'étranger, Editions du Seuil, 1982, p. 86.
8 Autor, Professor, Testemunha, Time Magazine, 18 de Março de 1985, p. 79.
9 Le Système concentrationnaire allemand, 1940-1944, Revue d'Histoire de la Deuxième Guerre Mondiale, Julho de 1954, p. 18, n. 2.
10 Le Journal du Dimanche, 30 de Março de 1985, p. 5.
11 Libération, 24 de Janeiro de 1986, p. 19.
12 Publicado por Stein and Day, New York. Edição em brochura de 1984. (XII + 180 páginas.) Com um prefácio de Yehuda Bauer do Instituto Contemporâneo da Judiaria, Universidade Hebraica, Jerusalém.
13 Carlo Mattogno, Auschwitz: un caso di plagio, Parma, Italy, 1986. Ver também: C. Mattogno, Auschwitz: A Case of Plagiarism, The Journal of Historical Review, Primavera de 1990, pp. 5-24.
14 Edição em brochura, 1961, e mais tarde, publicada por Fawcett Crest, New York.
15 Legends of Our Time, chapter 12: Appointment with Hate, New York: Schocken Books, 1982, p. 142, ou, New York: Avon, 1968, pp. 177-178.
16 The Week in Germany, publicado em Nova Iorque pelo governo alemão de Bon, 31 de Janeiro de 1986, p. 2.
17 The Holocaust: Its Use and Abuse Within the American Public, Yad Vashem Studies, Jerusalém, 1981, p. 316.
18 VSD, 29 de Maio de 1986, p. 37.
19 Ouest-França, 2 a 3 de Agosto de 1986, p. 6.
* Robert Faurisson é o revisionista europeu do holocausto mais conhecido. Ensinou literatura francesa na Universidade de Lyon II de 1974 até 1990. É especialista na análise de textos e documentos históricos. Os seus escritos sobre a questão do holocausto apareceram em vários livros e em numerosos estudos e trabalhos acadêmicos.
PARTE 1
PARTE 2
Nenhum comentário:
Postar um comentário